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Ministério de Louvor Integral – Aprenda a cantar

Ministério de Louvor Integral – Aprenda a cantar
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Precisamos entender de maneira consciente o que as palavras compromisso e profundidade representam para nós, principalmente quando aplicadas à vida espiritual.

Não podemos começar a estudar esta série de lições tão significativas ávida cristã sem entender que precisamos seguir o Senhor sem olhar para trás (compromisso) e também conhecê-LO e envolver-nos com Ele mediante o estudo da Bíblia e uma vida de oração em dependência do Espírito Santo (profundidade).

O equilíbrio tem o seu valor na vida do crente; entretanto, nossa proposta neste estudo é verificar que, no relacionamento com Deus, devemos converter o equilíbrio em dedicação completa a Ele.

Propomos analisar os aspectos a seguir com o objetivo de encontrar uma posição bíblica para este comportamento da nossa fé.

INSPIRAÇÃO NO GRANDE MODELO DE JESUS

Pensemos neste momento em tudo a que o Senhor se dedicou no Seu período de vida como um homem aqui na terra. Para nós que cremos no Evangelho, não existe modelo mais atraente do que este: o Filho de Deus abandonar por trinta e três anos a Sua glória divina (Fp 2:6-8) para cumprir uma missão programada antes da criação do mundo (Jo 1 7:3-5).

Ao ler os evangelhos, compreendemos a completa identidade que Ele teve com a raça humana. O momento em que Se entregou ao Espírito Santo para ser concebido no ventre de Maria (Lc 1:35) demonstra muito mais do que um estado de equilíbrio da alma, um ato de profunda entrega ao Pai em favor do homem.

Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida por nós. Não veio para desfrutar dos confortos do mundo. Não conviveu entre pessoas fáceis de se relacionar. Não teve uma agenda tranquila, mas teve no exercício espiritual o testemunho chave do relacionamento com o Pai, o segredo para a riqueza da Sua pregação e ministério.

Em Hb 12:2, temos a informação de que Sua dedicação tinha como fim uma “alegria”, e por causa dela Ele suportou a cruz.

• Tenho buscado um conhecimento de Jesus que visa desenvolver assim como Ele uma obediência completa ao Pai? Esta dedicação me leva a servir aos homens?

COMPREENSÃO DO CARÁTER DE DEUS

É possível que muitos crentes não se dediquem o quanto devem a Deus por conhecê-IO pouco, por estudar de maneira superficial a Bíblia, ou por querer conhecê-IO apenas para suprir suas necessidades. O fato é que muitos têm Deus como um meio para alcançar seus próprios interesses, ao invés de ser Ele o fim de todas as euas realizações. E isto os leva a ter uma visão limitada de quem Ele é.

Jonas sem dúvida é um bom exemplo de crente que tem um conhecimento rico do caráter de Deus. Seu problema foi que ele não quis compartilhar o amor de Deus com aqueles que julgava não merecedores” da graça do Senhor. Foi por isso, que quando Deus concedeu perdão aos ninivitas, Jonas se revoltou contra o caráter amoroso de Deus a favor daquele povo inimigo (Jn 4:2).

Quando Jesus nos ensina a “permanecer no seu amor”()o 15:8-10), Ele está propondo que quanto mais eu conheço o Seu caráter mais identifico a prática do Seu amor.

• Quero conhecer a Deus como um fim de realizar-me nEle, independente do que Ele pedir para que eu faça e seja? Quero compartilhar do mesmo amor que teve por mim com os outros, independente de quem sejam?

SOBRIEDADE NO RELACIONAMENTO COM DEUS

Devemos retomar aqui a ideia de uma fé lúcida, como nos ensina Rm 12:2 sobre o culto racional. Paulo enfatiza à igreja que a fé não é um tiro no escuro, mas um envolvimento pessoal com o Senhor.

É dentro desta perspectiva que devemos ler o capítulo 11 de Hebreus. Foi pela consciência em saber quem é este Deus a quem eles servem e todo o poder que Ele tem que alguns viram muralhas cair, foram salvos de cidades condenadas, tiveram filhos fora das condições estabelecidas pela natureza humana. Outros morreram por causa deste Deus, ou desprezaram a glória do poder deste mundo por verem uma recompensa vindoura muito melhor.
Não existe uma verdadeira dedicação a Deus sem que tenhamos uma clara consciência de quem Ele é.

• Por que a igreja de um modo geral canaliza mais energia para uma experiência emocional do que racional com Deus?

Philip Yancey ao analisar a vida de Jó conclui que Deus está muito mais interessado na minha fé do que no meu prazer.

DISPOSIÇÃO PARA UMA COMPLETA ENTREGA A DEUS

Não podemos concluir este estudo sem verificar que o contato de Jesus com Seus discípulos sempre exigiu uma resposta clara e urgente. Seus ouvintes deveriam demonstrar interesse em segui-IO, disposição em obedece-IO em tudo, renúncia a tudo quanto tinham, prontidão para dar a vida por Ele.
Ser um discípulo dEle ainda continua a exigir uma clara definição do envolvimento que quero com Sua doutrina e permissão para que o Espírito Santo produza em mim o fruto que glorifica o Pai e me identifica como Seu discípulo (Jo 15:8).

Como posso medir a minha dedicação ao Senhor? Ajo mais por conveniência ou por consciência de que Ele é digno?

E você? Quer aprender a louvar a Deus?

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Depoimentos dos alunos da escola de louvor

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Exercícios sobre efeitos de sentido com gabarito

Exercícios sobre efeitos de sentido com gabarito
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Neste artigo você verá uma série de exercícios que ajudarão todos os estudantes que desejam entrar numa faculdade usando a nota do Enem. A interpretação de textos é essencial para conseguir uma boa nota porque são muitos os textos e essa é uma competência bastante exigida neste exame.

“Há frases que todo mundo ouve, e creio que a maioria concorda sem pensar”

João Ubaldo Ribeiro

Texto e exercícios dissertativos sobre efeitos de sentido

Como sabemos, existem muitas frases comumente repetidas a cujo uso nos acostumamos tanto que nem observamos nelas patentes absurdos ou disparates. Das mais escutadas nos noticiários, nos últimos dias, têm sido “não há razão para pânico” e “não há motivo para pânico”, ambas aludindo à famosa gripe suína de que tanto se fala. Todo mundo as ouve e creio que a maioria concorda sem pensar e sem notar que se trata de assertivas tão asnáticas quanto, por exemplo, a antiga exigência de que o postulante a certos benefícios públicos estivesse “vivo e sadio”, como se um defunto pudesse estar sadio. Ou a que apareceu num comercial da Petrobras em homenagem aos seus trabalhadores, que não sei se ainda está sendo veiculado. Nele, os trabalhadores “encaram de frente” grandes desafios, como se alguém pudesse encarar alguma coisa senão de frente mesmo, a não ser que o cruel destino lhe haja posto a cara no traseiro. Em rigor, as frases não se equivalem e é necessário examiná-las separadamente, se se desejar enxergar as inanidades que formulam.

No primeiro caso, pois o pânico é uma reação irracional, comete-se uma contradição em termos mais que óbvia. Ninguém pode ter ou deixar de ter razão para pânico, porque não é possível haver razão em algo que por definição requer ausência de razão.

Então, ao repetir solenemente que não há razão para pânico, os noticiários e notas de esclarecimento (e nós também) estão dizendo uma novidade semelhante a “água é um líquido” ou “a comida vai para o estômago”. Se as palavras pudessem protestar, certamente Pânico escreveria para as redações, perguntando ofendidíssimo desde quando ele precisa de razão. Nunca há uma razão para o pânico.

A segunda frase nega uma verdade evidente. É também mais do que claro que não existe pânico sem motivo, ou seja, o freguês entra em pânico porque algo o motivou, independentemente de sua vontade, a entrar na desagradabilíssima sensação de pânico. Ninguém, que eu saiba, olha assim para a mulher e diz “mulher, acho que vou entrar em pânico hoje à tarde” e, quando a mulher pergunta por que, diz que é para “quebrar a monotonia.”

João Ubaldo Ribeiro, “Motivos para pânico”, 0 Estado de 5. Paulo, 17/5/2009. Extraído da prova do vestibular da Unesp 2010, 1ª fase.

1. O autor do texto faz uma crítica às expressões que contrariam a lógica, como “razão para pânico” ou que são um pleonasmo (repetem um ideia de forma desnecessária), como “encarar de frente”. As expressões “surpresa inesperada” e “há um tempo atrás” poderiam se encaixar entre as críticas do autor? Justifique.

2. Nos períodos “Ao repetir solenemente que não há razão para pânico, os noticiários e notas de esclarecimento (e nós também) estão dizendo uma novidade semelhante a “água é um líquido” ou “a comida vai para o estômago”, qual é o efeito obtido ao ser usada a palavra “novidade” em um sentido contrário ao que apresenta normalmente?

3. O autor escreve, no penúltimo período do segundo parágrafo, a palavra “Pânico” com inicial maiúscula. Que interpretação podemos dar a essa escolha?

Texto e exercícios objetivos sobre efeitos de sentido

4. Na crônica reproduzida acima, o autor João Ubaldo Ribeiro focaliza assuntos do cotidiano com muito bom humor, mesclando a seu discurso palavras e expressões coloquiais. Um exemplo é asnáticas, que aparece em “assertivas tão asnáticas quanto”, e outro, o substantivo freguês, empregado em “o freguês entra em pânico”. Caso o objetivo do autor nessas passagens deixasse de ser jocoso e se tornasse mais formal, as palavras adequadas para substituir, respectivamente, asnáticas e freguês seriam:

a. Estúpidas, panaca.
b. Asininas, bestalhão.
c. Intrigantes, sujeito.
d. Estranhas, cara.
e. Disparatadas, indivíduo.

5. Leia o texto e faça o que se pede:

Carnavalia

Repique tocou
O surdo escutou
E o meu corasamborim
Cuica gemeu, será que era meu, quando ela passou por mim?

ANTUNES, A.; BROWN, C; MONTE, M. Tribalistas, 2002 (fragmento).

No terceiro verso, o vocábulo “corasamborim”, que é a junção coração + samba + tamborim, refere-se, ao mesmo tempo, a elementos que compõem uma escola de samba e à situação emocional em que se encontra o autor da mensagem, com o coração no ritmo da percussão. Essa palavra corresponde a um (a)

a. estrangeirismo, uso de elementos linguísticos originados em outras línguas e representativos de outras culturas.
b. neologismo, criação de novos itens linguísticos, pelos mecanismos que o sistema da língua disponibiliza.
c. gíria, que compõe uma linguagem originada em determinado grupo social e que pode vir a se disseminarem uma comunidade mais ampla.
d. regionalismo, por ser palavra característica de determinada área geográfica.
e. termo técnico, dado que designa elemento de área específica de atividade.

6. (Enem 2009)

Texto 1

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra

Andrade, C. D. Reunião. Rio de Janeiro: José Olympo, 1971 (fragmento)

Texto 2

As lavadeiras de Mossoró, cada uma tem sua pedra no rio: cada pedra
é herança de família, passando de mãe a filha, de filha a neta, como vão
passando as águas no tempo (…) A lavadeira e a pedra formam um ente
especial, que se divide e se reúne ao sabor do trabalho. Se a mulher entoa
uma canção, percebe-se que nova pedra a acompanha em surdina…

Andrade, C. D. Contos sem Propósito. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, Caderno B. 17/7/1979 (fragmento).

Com base na leitura dos textos, é possível estabelecer uma relação entre forma e conteúdo da palavra “pedra” por meio da qual se observa

a. o emprego, em ambos os textos, do sentido conotativo da palavra “pedra”.
b. a identidade de significação, já que nos dois textos,”pedra”significa empecilho.
c. a personificação de”pedra”, que, em ambos os textos, adquire características animadas.
d. o predomínio, no primeiro texto, do sentido denotativo de “pedra” como matéria mineral sólida e dura.
e. a utilização, no segundo texto, do significado de”pedra”como dificuldade materializada por um objeto.

Gabarito dos exercícios sobre efeitos de sentido

1. Sim, essas expressões poderiam se encaixar entre as críticas do autor. O verbo “haver” é utilizado em expressões que indicam tempo decorrido. Exemplo: “Saí da escola há cinco anos”(ou “Faz cinco anos que saí da escola”). Observe que é desnecessário reforçar a afirmação da seguinte maneira:”Saí da escola há cinco anos atrás”. Como”há”já indica tempo decorrido, podemos dizer que a expressão “há algum tempo atrás”é um pleonasmo (repete uma ideia de forma redundante). O mesmo acontece como a expressão “surpresa inesperada”- é óbvio que toda surpresa seja inesperada.

2. No tom bem-humorado que o autor imprime à crônica, ele usou a palavra “novidade” com intenção irônica. O recurso estilístico da ironia consiste em afirmar o oposto do que se dá a entender. Na crônica,”novidade”(que remete a algo que se escuta pela primeira vez) refere-se a verdades óbvias e de conhecimento geral:”a comida vai para o estômago” ou “a água é um líquido”.

3. O autor escreve a palavra “Pânico”com inicial maiúscula porque está personificando esse sentimento – uma figura de estilo conhecida como prosopopeia. Releia o período no texto:”Se as palavras pudessem protestar, certamente Pânico escreveria para as redações, perguntando ofendidíssimo desde quando ele precisa de razão”. Podemos verificar que o autor está concedendo ações e sentimentos humanos à palavra “pânico”, escrevendo-a, inclusive, como se fosse um nome próprio.

4. E – Disparatadas, indivíduo.
A palavra “asnáticas” uma derivação de “asno”, sugere algo estúpido, sem sentido lógico. Dessa forma, num contexto mais formal, poderia ser substituída por”disparatadas”ou”estúpidas”. A palavra “freguês”, coloquialmente, refere-se ao “indivíduo” a um sujeito”. Na alternativa (A), a palavra “panaca” (usada para referir-se a uma pessoa tola) não substitui corretamente “freguês” muito menos num contexto formal. Na opção (B), a palavra “bestalhão” da mesma forma que”panaca”, não substitui corretamente “freguês”, nem no contexto informal, nem no formal. Na letra (C), a palavra “intrigante” refere-se a algo que excita a curiosidade, não substituindo corretamente “asnáticas”. Já em (D), “asnáticas” remete à “estúpidas”, coisas sem sentido, mas não necessariamente “estranhas”, enquanto a palavra “cara” pode substituir “freguês”apenas num contexto mais informal.

5. B – Neologismo, criação de novos itens linguísticos, pelos mecanismos que o sistema da língua disponibiliza.
O enunciado da questão já traz parcialmente no seu bojo uma espécie de definição de “neologismo”: o vocábulo “corasamborim”é a junção de outros termos, criando uma palavra nova. A alternativa (A) está incorreta. Corasamborim não é um estrangeirismo, pois os termos “coração”, “samba” e “tamborim” fazem parte do léxico de nosso idioma. A (C) está errada, pois também não pode ser caracterizado como gíria, pois a palavra criada foi produzida por um autor (Arnaldo Antunes), em uma composição específica. Já (D) não é a resposta, pois não é possível classificar como regionalismo – o termo não é de uso regional, bem como as palavras que o compõem. Quanto à (E), corasamborim não pode ser entendido como termo técnico, pois não faz parte do vocabulário de nenhuma área específica do conhecimento.

6. A – O emprego, em ambos os textos, do sentido conotativo da palavra “pedra”.
Usamos o sentido conotativo quando a palavra é empregada fora de seu significado literal. No texto 1,a palavra “pedra”significa “empecilho”. No texto 2, ela adquire características que a personificam, isto é, a pedra, um objeto inanimado, ganha atributos de ser animado (“Se a mulher entoa uma canção, percebe-se que a nova pedra a acompanha em surdina …”). A alternativa (B) está errada porque, como já foi dito, a palavra “pedra”significa empecilho apenas no texto 1. No caso de (C), ela adquire características animadas apenas no texto 2. Na opção (D), o sentido de”pedra”não é literal, mas conotativo – significando obstáculos, algo que impede. E a explicação contida em (E) pode ser aplicada ao texto 1, não ao 2.

7. E – “Fiquei radiante: eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psicanálise”.
Tendo em vista que ironia é uma figura de linguagem utilizada quando queremos dizer o contrário do que parece afirmado a princípio, esse processo só ocorre em “Fiquei radiante: eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psicanálise”. Afinal, a autora tinha feito apenas um teste de computador, portanto ela não se consultou com Freud, o pai da psicanálise. Sabemos ainda que os sistemas digitais não oferecem nenhuma relação com atividades paranormais; desse modo, podemos dizer que essa afirmação é irônica.

8. B – “A casa que ele fazia sendo sua liberdade era sua Escravidão.”
Nos versos transcritos na alternativa (B), duas palavras que se excluem, “liberdade” e “escravidão”, referem-se à expressão “casa”, o que constitui paradoxo ou oxímoro. Na alternativa (A), a relação entre “erguer casas” e “antes havia chão”é de antítese. Na opção (C), o “mundo novo” que nascia dentro da “casa vazia” pode ser entendido como uma metáfora para novos.

 

Método Natural Mostra Como Acabar Com Azia

Método Natural Mostra Como Acabar Com Azia
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Quando ele vive refém de inflamações, o fogaréu pode se alastrar e comprometer outras redondezas do organismo – dos olhos às articulações. É hora de se defender de um grupo de doenças cada vez mais frequente e com predileção pelos jovens

Intestino em Chamas – como combater

Se um único andar de um edifício pega fogo e os bombeiros não são chamados, há o risco de o prédio inteiro ser consumido pelo incêndio. Guardadas as proporções, a história não é tão diferente dentro do corpo humano, sobretudo quando o intestino é o foco das labaredas. Uma dupla de males ateia uma inflamação crônica nesse órgão, o que destrambelha seu funcionamento e propicia retaliações a distância. Estamos falando das doenças inflamatórias intestinais — nome que reúne a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa —, males em ascensão entre adultos jovens e que são alvo de um novo livro destinado aos médicos do país.

O lançamento da obra, organizada pela gastroenterologista brasileira Dídia Cury e pelo seu colega irlandês Alan Moss, ambos pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, é uma oportunidade de voltar os olhos para problemas sérios ainda pouco conhecidos pela população. “As doenças inflamatórias do intestino têm aumentado nos últimos dez anos e acredita-se que isso não seja apenas fruto do maior número de diagnósticos”, afirma Dídia, que também atua na Clínica Scope, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Já foram identificados diversos genes ligados a elas, mas é provável que o estilo de vida favoreça sua erupção e as crises. “Apesar de ainda não conhecermos os mecanismos exatos, o estresse, o tabagismo e a dieta desbalanceada podem influenciar os sintomas e a gravidade do quadro”, aponta Moss.

As estimativas mostram que essas enfermidades são muito mais comuns no Ocidente — e, ao que tudo indica, os hábitos deste lado do globo pesam a favor de novos casos. Além disso, corre a hipótese de que a adoção de medidas de higiene e de extermínio de microorganismos — desinfetantes, vacinas e por aí vai — repercuta negativamente no corpo de pessoas com propensão a tais doenças. Sem vírus e bactérias para enfrentar, o sistema imune delas passa a descontar na flora intestinal (veja imagem abaixo). E aí nasce o incêndio, alerta Dídia:

“Estamos diante de problemas complexos, com diversas manifestações, e que precisam ser acompanhados porque comprometem a qualidade de vida”

Como já adiantamos, um intestino em chamas representa ameaça a outros cantos do corpo. “Tanto a doença de Crohn quanto a retocolite podem ocasionar manifestações fora desse órgão”, afirma a cirurgiã do aparelho digestivo Angelita Habr-Gama, professora da Universidade de São Paulo e médica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. E, por incrível que pareça, às vezes um sinal na periferia aparece antes mesmo do rebuliço dentro da barriga. “Há pessoas com dores nas articulações motivadas pelo problema que só apresentam mais tarde os sintomas no intestino”, conta Dídia Cury. Essa situação nos permite imaginar a dificuldade em fazer o diagnóstico precoce.

As doenças inflamatórias não poupam os olhos, o fígado nem os rins. Até cálculo renal elas patrocinam! “Nessas condições, há muita perda de líquido por causa das diarreias e um aumento na absorção de oxalato, substância que, na urina, pode se transformar em cristal”, explica o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp (confira o esquema à direita).

O estado nutricional também é abatido. “Dependendo da região do intestino afetada, temos um prejuízo na absorção de vitaminas e outros nutrientes”, observa o gastroenterologista Renato Duffles Martins, também da Unifesp. São razões de sobra para procurar um especialista se houver suspeita de um dos males.

“Para fecharmos o diagnóstico, recorremos a exames de imagem, de sangue e métodos como a colonoscopia“, informa Dídia. Detectado o martírio, a ciência dispõe de meios cada vez mais eficazes para controlá-lo (veja o quadro abaixo). “É difícil falar na cura dessas doenças, mas estamos aprendendo melhor o papel da flora intestinal e como suas alterações repercutem no processo inflamatório”, avalia Alan Moss. Aliado ao tratamento e ao acompanhamento médico, o estilo de vida pode intensificar o socorro ao intestino — daí a recomendação de seguir um . cardápio equilibrado, praticar atividade física, aliviar o estresse e não fumar. “Se o problema está controlado, o indivíduo pode levar uma vida normal”, diz Angelita. Só é preciso ficar atento para que o incêndio permaneça apagado.

Como acabar com queimação no intestino

Há um extenso arsenal terapêutico contra as doenças inflamatórias intestinais. “Mas a resposta ao tratamento varia muito entre os pacientes”, já adianta Angelita Gama. A primeira frente de batalha é composta de drogas como as mesalazinas e os corticoides. Quando elas não funcionam, entram em cena os medicamentos imunossupressores. Se esses deixam a desejar, a solução é recrutar a terapia biológica. “São injeções que anulam uma substância inflamatória em alta no organismo e, assim, domam a inflamação exacerbada no intestino”, explica Dídia Cury. “Essas drogas mudam, de fato, o curso da doença.” Mas e se todos os fármacos falharem? “Nesse caso, a solução se encontra em cirurgias que podem ressecar ou remover a área acometida pelo problema”, afirma Angelita.

Quais as consequências mais comuns?

Veja onde as doenças inflamatórias intestinais ressoam.

BOCA
A doença de Crohn, em especial, é capaz de disparar aftas recorrentes. Felizmente, tanto para a boca como para o resto do corpo, se o tratamento faz efeito e o intestino volta a estar em paz, todo o organismo fica numa boa.

FÍGADO
As doenças inflamatórias alteram a permeabilidade no intestino e o sangue que passa por lá fica carregado de substâncias estranhas. Quando elas chegam ao fígado, irritam a árvore biliar, complexo de tubos que conduzem a bile. Essa rede fica toda inflamada. E o fígado pode, com o tempo, entrar em falência.

OLHOS
Ainda não se sabe bem o motivo, mas a dupla de problemas inflamatórios propicia desde vermelhidão no globo ocular até quadros de olho seco. Essas condições podem se agravar e levar a lesões que comprometem a visão.

RINS
Quando o intestino anda inflamado, há uma maior absorção de oxalato, substância que, na urina, se precipita em cristais. Soma-se a esse fenômeno a perda de líquido induzida pelas diarreias e eis um cenário propício para a formação de pedras nos rins.

PELE
As doenças inflamatórias intestinais podem causar pequenas lesões de pele, que lembram, inclusive, as erupções típicas da acne. Alguns casos evoluem, no entanto, com manchas escuras que lembram traumas.

ARTICULAÇÕES
Não é incomum ver pessoas com um intestino inflamado reclamando de dores nas juntas. A hipótese é que, em pessoas predispostas, a grande concentração de substâncias inflamatórias no corpo incentive a artrite.

E você? Quer curar a Azia, gastrite e refluxo?

Você já viu a quantidade de problemas que podem ocorrer quando deixamos de lado os cuidados com os agentes que desencadeiam os problemas de estômago. Se você já chegou nessa fase, a notícia é muito boa para você. Conheça o Vencendo a Azia e livre-se definitivamente dela.  Acesse o site oficial por este link ou no botão abaixo para conhecer por dentro o método Vencendo a Azia.